Participação Metodista na COP 30


Minha participação na COP 30 foi um momento profundamente significativo, tanto em nível
pessoal quanto para a Igreja Metodista. Estar presente nesse encontro global — que reúne
pessoas de todas as nações para discutir a crise climática — reforçou a urgência de
ampliarmos nossa atuação como comunidade de fé comprometida com a justiça, a criação
e a vida.


A COP é um movimento vibrante de pessoas, culturas e organizações unidas na busca por
soluções para o planeta. É essencial que metodistas e wesleyanos estejam representados
nesse espaço, onde decisões globais são construídas e onde a presença das comunidades
de fé exerce impacto real na construção de caminhos mais sustentáveis, éticos e humanos.
Um dos momentos mais significativos para mim foi uma reunião realizada na Igreja
Luterana, que reuniu representantes ecumênicos de diferentes partes do mundo. Durante
esse encontro, refletimos sobre três perguntas fundamentais para quem atua na justiça
climática: Onde estamos agora? Para onde queremos ir? E como chegaremos lá?


Divididos em grupos por nacionalidade, compartilhamos experiências, ouvimos as histórias
uns dos outros e construímos perspectivas comuns sobre o papel das tradições religiosas
nesse processo. Foi um momento de comunhão, profunda reflexão e compromisso coletivo,
reafirmando que a fé pode — e deve — atuar como força transformadora diante da
emergência climática.


Também participei da reunião do TAPIRI, um espaço de diálogo entre comunidades
brasileiras e latino-americanas, especialmente aquelas que vivem na região amazônica. Ali,
povos indígenas, comunidades quilombolas, populações ribeirinhas e diversas organizações
religiosas discutiram formas de proteger a floresta, fortalecer as economias locais e garantir
meios de vida dignos para as comunidades que mantêm a Amazônia em pé.


O TAPIRI concentra-se principalmente no Brasil e na Amazônia, mas seu alcance se
estende por toda a América Latina e o Caribe. Acredito firmemente que a participação
metodista nesse grupo é essencial, pois nos permite contribuir com propostas, apoiar
iniciativas comunitárias e caminhar ao lado daqueles que estão na linha de frente da
proteção da criação.


Por fim, minha experiência na COP 30 evidenciou algo que considero urgente: a
necessidade de colocar a saúde ambiental no centro das discussões sobre justiça climática.
Precisamos desenvolver estratégias de prevenção e de resposta rápida em saúde diante
dos desastres relacionados ao clima que já estão acontecendo — secas severas, chuvas
intensas, ondas de calor.


A saúde ambiental é uma área na qual nós, como metodistas, podemos oferecer
contribuições significativas, unindo conhecimento, engajamento comunitário e práticas que
promovam a dignidade e a proteção da criação.


A COP 30 reafirmou meu compromisso com essa missão. Espero que, juntos, como Igreja,
possamos continuar avançando nesse chamado urgente para o nosso tempo.


Profa. Dra. Márcia Amorim
Belo Horizonte, Brasil

Methodist Participation in COP30

My participation in COP30 was a deeply meaningful moment, both personally and for the
Methodist Church. Being present at this global gathering — which brings together people
from all nations to discuss the climate crisis — reinforced the urgency of expanding our work
as a faith community committed to justice, creation, and life.


COP is a vibrant movement of people, cultures, and organizations united in search of
solutions for the planet. It is essential that Methodists and Wesleyans are represented in this
space, where global decisions are shaped and where the presence of faith communities has
a real impact on building more sustainable, ethical, and humane pathways.


One of the most significant moments for me was a meeting held at the Lutheran Church,
bringing together ecumenical representatives from different parts of the world. During this
gathering, we focused on three essential questions for those working in climate justice:
Where are we now? Where do we want to go? And how will we get there?


Divided into groups by nationality, we shared experiences, listened to one another’s stories,
and built common perspectives on the role of religious traditions in this process. It was a
moment of communion, deep reflection, and collective commitment, reaffirming that faith can
— and must — act as a transformative force in the face of the climate emergency.


I also attended the TAPIRI meeting, a space for dialogue among Brazilian and Latin
American communities, especially those living in the Amazon region. There, Indigenous
peoples, quilombola communities, riverine populations, and several religious organizations
discussed ways to protect the forest, strengthen local economies, and ensure dignified
livelihoods for the communities that keep the Amazon standing.


TAPIRI focuses primarily on Brazil and the Amazon, but its reach extends throughout Latin
America and the Caribbean. I firmly believe that the participation of Methodists in this group
is essential, as it enables us to contribute with proposals, support community initiatives, and
work alongside those who are most directly protecting creation.


Finally, my experience at COP30 highlighted something I consider urgent: the need to place
environmental health at the center of climate justice discussions. We must develop
strategies for prevention and for rapid health response in the face of the climate-related
disasters that are already happening — severe droughts, intense rainfall, heatwaves.
Environmental health is an area in which we, as Methodists, can offer significant
contributions, bringing knowledge, community engagement, and practices that promote
dignity and the protection of creation.


COP30 reaffirmed my commitment to this mission. I hope that together, as a Church, we can
continue advancing in this urgent calling for our time.


Prof Dr Márcia Amorim, Belo Horizonte, Brazil

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